sábado, 17 de outubro de 2009

Não há palavra

E a madrugada
pode ser sem sonhos
acordado de angústias
num corpo que não sente

E a madrugada
pode ser com sonhos
que fazem suar, tremer
sem saber, sem caber
sem lembrar

E a madrugada
pode ser acordado
ouvindo músicas
que escorrem no rosto
e gritam alto pelos corredores
da casa

A madrugada
pode ser a tua voz
que me angustia
me faz suar, tremer
me faz querer gritar
sem saber se é sonho, insônia
ou simplesmente a vida
sem palavra que a defina.

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