sábado, 23 de agosto de 2008

Pela manhã



manhã fria, chuva fina
o vento com seus segredos
rende-se ao frescor da árvore
que já cansada de sustentar-se
balança como numa valsa
com suas folhas a ir lá e cá
pelo vento, sempre em silêncio

a tristeza me cai como a chuva fina
que aos poucos molha cada centimetro
do solo que escurece num tom sem vida

ainda pela manhã já é possível observar
a escuridão que se faz presente cada vez mais cedo
mesmo longe das janelas, mesmo de olhos fechados
mesmo rindo as vezes, mesmo me enganando
a escuridão vem vindo, forte como o vento noturno.

2 comentários:

Will disse...

Pow, Diego!!
Gostei viss, muito bom.

flw

Bárbara Mota disse...

Gostei...
Esse tipo sentimento acho que muita gente tem, mas cada um explica de um jeito.

O seu foi ótimo.

Bjus