segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A velha casa


Era o fim de mais uma tarde vadia, a última. Em breve não haveria ali mais conversas, lágrimas ou música entre as árvores. Nem o silêncio voltaria, terminava a história que poucos realmente conheciam. A despedida de um carnaval que vinha às vezes da alegria insana ou do desespero violento. Agora, na lembrança, jazia um sentimento solitário sem o seu antigo refúgio. O tempo levou tudo e não deixou escolhas, ele nunca deixa.

No frio da casa escura
a noite da minha revolta
já não pode ser cantada
gritada como repulsa

Gostava de abrir a porta
e ver chegar quem hoje não vem
não canta, não brinca
que deixou de ser criança
e na tristeza se afogou

Da velha rede em que se deitava
deixou cair nosso tesouro
que se espalhou - não ficou junto
e na saudade se guardou.

4 comentários:

noname disse...

"Em breve não haveria ali mais conversas, lágrimas ou música entre as árvores"

sinto falta da velha casa onde aperreios, vidas e amizades foram plantadas e colhidas ao som de um violão.

abraço

Will disse...

O casinha q vai deixar saudades...
meu companehiro velho,Pretinho!!
O aguar do milharal...hehehe.

noname disse...

O_O
heuaheuaheua

não lembrava desse fato "devaneio" não =P

boa lembrança

Edcleiton Cavalcante disse...

Pois é, vão deixar saudades... o maníaco sexual do pretinho, a égua que Diego não dava água, e tbm a pessoa perdida que apareceu perguntando por não sei quem... kkkkkkkk