sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Palavras dispersas



Olhar, absorvo as superfícies
planas, com traçado definido
curvas, numa indecisa perfeição
um cenário moldado a mão
seja lá por quem for

No canto do olho
uma lágrima se forma
eu nem sei se foi de agora
ou do dia que raiou

Aquilo que dizemos
sempre me faz vasculhar
memórias que nem mais existem
sobre o que nunca vivi

Quero muito te tocar
mas nem sei se vou lembrar
disso agora que passou

Vem comigo procurar
aqui e acolá
hoje a vida quer passar
ontem nunca foi real

Segura a minha mão
que é demais a solidão
de quem não quer se conformar
que já é hora de acordar.

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http://br.youtube.com/watch?v=pDBHHkeBVTw

3 comentários:

Edcleiton Cavalcante disse...

O cabra tah bom de rima :)
Muito bom Zé!
Abraço!

Anônimo disse...

Essa foi boa mesmo :)

Abraço!

Bárbara Mota disse...

A mais bonita e sincera carta de amor que eu já vi começava dizendo que aquilo eram "apenas pensamentos soltos, traduzidos em palavras"...

Suas "palavras dispersas" estão no mesmo nível!

Bjus