Olhar, absorvo as superfícies
planas, com traçado definido
curvas, numa indecisa perfeição
um cenário moldado a mão
seja lá por quem for
No canto do olho
uma lágrima se forma
eu nem sei se foi de agora
ou do dia que raiou
Aquilo que dizemos
sempre me faz vasculhar
memórias que nem mais existem
sobre o que nunca vivi
Quero muito te tocar
mas nem sei se vou lembrar
disso agora que passou
Vem comigo procurar
aqui e acolá
hoje a vida quer passar
ontem nunca foi real
Segura a minha mão
que é demais a solidão
de quem não quer se conformar
que já é hora de acordar.
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http://br.youtube.com/watch?v=pDBHHkeBVTw
3 comentários:
O cabra tah bom de rima :)
Muito bom Zé!
Abraço!
Essa foi boa mesmo :)
Abraço!
A mais bonita e sincera carta de amor que eu já vi começava dizendo que aquilo eram "apenas pensamentos soltos, traduzidos em palavras"...
Suas "palavras dispersas" estão no mesmo nível!
Bjus
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