quarta-feira, 17 de dezembro de 2008




“(...) Errantes pelas vastas solidões dos mares ou pelos cimos elevados das montanhas, longe do mundo, sob o olhar protetor de Deus, (...), viveremos tanto um como outro, encheremos de tanta afeição nossos dias, as nossas horas, os nossos instantes, que, por curta que seja a minha existência, teremos vivido por cada minuto séculos de amor e de felicidade. (...) Espero-te como a flor desfalecida espera o raio de sol que deve aquecê-la, a gota de orvalho que pode animá-la, o hálito da brisa que vem bafejá-la. Porque para mim o único céu que hoje me sorri são teus olhos; o calor que pode me fazer viver, é o do teu seio. (...)”

(José de Alencar)

*Fragmento de “Cinco Minutos” (meu preferido).

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