domingo, 9 de novembro de 2008

Conversa mole

Medo

Em momentos que não me reconheço
sinto a vida pouca que temos
bater à porta, querendo entrar
triste, sento a mesa e me perguntou:
quem sou?

De vidro

Sabe, às vezes sinto o vazio em tudo

É isso que vejo no sorriso das pessoas
parecem querer fazer a TV de espelho
simulam um mundo leve e raso
me lembram um copo com meio dedo de profundidade

Essa sensação estranha é incômoda,
ela vem sem aviso, me tira o sono,
traz o vazio com pensamentos
que me levam sempre ao mesmo lugar

Um ciclo sem fim onde a vida
sempre segue rumo a uma imitação imperfeita
impossível de ser vivida mas ainda sim sempre desejada

Quem não se ajusta ao "leve e raso"?
por favor, siga para o canto da sala.

-
Inspiração:
http://www.youtube.com/watch?v=ZAydj4OJnwQ

5 comentários:

noname disse...

bom! muito bom!
parabéns

Edcleiton Cavalcante disse...

Tua autoria?
muuuuito bom!
devemos repensar sobre o livro!

abraço!

Bárbara Mota disse...

É isso que eu chamo de profundo de verdade.

Muito bom Diegão!

Anônimo disse...

Massa cara, bom mesmo

abraço

Diego Kehrle disse...

Sim, eu que escrevi. Valeu pelos comentários pessoal, a música é um grito inútil de protesto lá do fundo do abismo, é de arrepiar.