sexta-feira, 2 de maio de 2008

Memórias de outros


Ao passar por certos lugares,
ainda posso sentir ecos antigos
de pessoas que ali viveram suas histórias...

São sensações nítidas
sobre algo que nunca me aconteceu,
elas estão lá, e não são minhas.

Amizades esquecidas,
um abraço último,
o primeiro encontro,
as saudades sem nomes...
estão por aí, e são de outros.

Lembranças já sem donos
perdidas e intocáveis,
em uma esquina, em um olhar
nos meus sonhos, nas pessoas,
esperam pelos que nunca virão buscá-las

É confortante saber que alguém,
quando eu não estiver mais aqui,
irá encontrar com as minhas também.

Um comentário:

Bárbara Mota disse...

Achava que essa nostalgia crônica só acontecia comigo!

rsrsrsrs

Brincadeira!

Lindo poema!

Bjus!!