sábado, 31 de maio de 2008

Inexplicável dimensão




Vivo tentando não perder tempo.
Vivo perdendo tempo
Para encontrar o tempo que já perdi.
E perco tempo pra saber
Que não se pode correr atrás do tempo perdido.
E então deixo de perder tempo
E “invisto” tempo
Correndo atrás do tempo que ainda não se perdeu.
Quando estava me lamentando
pelo tempo que perdi,
estava perdendo o tempo presente,
e comprometendo o tempo futuro.
Então, quando invisto meu tempo,
E deixo de lamentar pelo tempo passado,
que já perdi, e não vai voltar,
e invisto meu tempo presente,
sem perdê-lo, mas fazendo-o ser produtivo
- e ouso dizer “produzindo tempo” -
para “garantir” o tempo futuro,
em que tempo estou vivendo?
Se não vivo no passado,
não gasto o tempo presente
e ainda “garanto” o futuro?
O que o tempo é capaz de fazer em nossa vida?
Somos nós que manipulamos o tempo?
Que tempo é esse que passa quando falo do tempo,
quando manipulo o tempo,
e quando invisto no tempo para “garantir” tempo?
Será que estou fora do tempo
ou será que o único lugar onde estou é no tempo?
Será que não estou em dimensão alguma,
ou estou presa a infinitas dimensões numa só?
Ao invés de correr contra o tempo,
Por que não andar de mãos dadas
Com esse misterioso ser
Que transcende todo o nosso entendimento?
O mesmo que surpreende a todos
Que acham que o conhecem bem...

2 comentários:

Unknown disse...

Esse foi o poema mais esplendido que li... to ate sem palavras pra falar do lindo TEMPO que você usou para fazer esse lindo poema sobre o TEMPO... perfeito.
sem palavras...... sem comentários...... sem observações!
Vc consegui a proesa de colocar tudo que ja discutimos em um único poema!
ameiiiiiiiiiii

show! =D

so tu mesmo viu Báh! =*
bjuss

noname disse...

em uma palavra?
PERFEITO!!

creio que esse "aperreio" tem uma parte da "teoria do tempo"...que foi elaborada pelas doutoras do tempo...
=D
parabéns

bjo